Finalistas ganharão livros e vencedores terão prêmio em dinheiro além do troféu

Por Eduardo Torres

Exatos 17 anos após sua fundação, o prêmio Argos vem se consolidando como uma das mais importantes premiações da literatura fantástica no Brasil, criado pelo CLFC – o Clube de Leitores de Ficção-Científica, a agremiação do gênero em atividade mais antiga do Brasil, fundada em 1985.

Este ano a cerimônia de entrega dos vencedores será do dia 16 de dezembro, na Universidade Veiga de Almeida, Campus Tijuca – Rua Ibituruna, 108, no Rio de Janeiro, durante o evento Tarde Fantástica da Universidade, onde também haverá a exibição de curtas animados por alunos e profissionais, a partir das 13h, na Sala A 206. A cerimônia de premiação em si será a partir das 16h. (https://www.uva.br/eventos/tarde-fantastica)

Desde 2012, quando o prêmio foi revitalizado, a premiação consistia apenas em um belo troféu. Este ano, porém, os vencedores vão ganhar também um prêmio em dinheiro no valor de R$ 500 (quinhentos reais) para cada categoria. Além disso, os finalistas receberão livros gentilmente oferecidos pela Editora Arqueiro, que este ano somou esforços junto ao Prêmio Argos. No final, houve bastante procura para se votar especialmente em se comparando com outros anos anteriores, em um resultado bastante satisfatório.

O prêmio é dividido em três categorias: romance (história longa), conto (história curta) e Antologia/Coletânea (livro de contos). Qualquer história de ficção científica, fantasia ou terror publicada originalmente em língua portuguesa, em meio impresso ou digital, durante o ano de 2016 pode receber votos. O período de votação foi durante o mês de novembro, feita pelos sócios do Clube de Leitores de Ficção Científica do Brasil.

Troféu Argos (reprodução internet).

De acordo com o presidente da entidade, o jornalista e escritor Clinton Davisson, embora não se cobrem taxas aos sócios, o controle de admissão é cuidadoso. “O sócio precisa dar nome, endereço e telefone. Além disso, precisa se comprometer a ajudar nas ações do Clube”, informa o presidente.

O nome do prêmio foi uma homenagem à Coleção Argonauta, uma série de livros de bolso de ficção científica, publicada pela Editora Livros do Brasil, pioneira na divulgação do gênero em língua portuguesa.

Segundo o presidente da comissão do Prêmio Argos, Luiz Felipe Vasques, a grande inovação este ano é a aproximação do prêmio com o meio acadêmico. Pela primeira vez, o prêmio será entregue em uma universidade. “Quero agradecer à Universidade Veiga de Almeida, e em especial ao Professor Gabriel Filipe Cruz, coordenador do curso de Design e Animação, pela oportunidade aberta.”

Homenagem póstuma:

Além das três categorias principais, o CLFC também faz anualmente uma homenagem a uma personalidade que se destaca da ficção científica ou literatura fantástica brasileira. Esse ano será a primeira homenagem póstuma feita, no caso para o editor Douglas Quintas Reis, fundador da Editora Devir.

Fundada há 30 anos, em São Paulo, a Devir marcou época ao editar quadrinhos e divulgar a cultura do RPG no Brasil dos anos 1990. A empresa também edita e distribui material em Portugal, Espanha e outros países da América Latina.

“Não é comum fazermos homenagens póstumas. Vai ser a primeira vez que fazemos isso, mas o fato é que o Douglas Quintas Reis seria realmente o homenageado de 2017, isso já estava decidido desde o ano passado e, infelizmente, ele veio a falecer em outubro deste ano”, explica Clinton.

Palestra:

Na sexta-feira, dia 15 de Dezembro, no Planetário da Gávea, das 17h às 19h, o CLFC ainda promove uma palestra e mesa redonda pelos 100 anos de Arthur C. Clarke, com participação do público. O palestrante é um dos finalistas do Argos 2017 este ano na categoria Melhor Romance, Alexey Dodsworth, com uma versão em Português de sua palestra internacional “Todos Estes Mundos São Seus, Exceto Europa – A Ética da Terraformação”.

A entrada para ambos os eventos é franca.

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