FORREST GUMP É MATO

Por Claudio Cox

Foto: reprodução.

“O Príncipe” é naipe o “Pulp Fiction” do filósofo italiano Niccolò di Bernardo dei Machiavelli
– aka Nicolau Maquiavel, filho de um advogado nascido em Florença no dia 03 de maio
de 1469. A obra foi escrita no ano de 1513, mas só publicada em 1532, cinco anos após a
sua morte.

Dividido em 26 capítulos, “O Príncipe” é tipo um de manual político que, teoricamente,
instrui um governante a conquistar e manter o seu poder. Existem algumas interpretações
para as reais intenções do mano Maquiavel com essa obra. “O Príncipe” seria mesmo um
manual dando a letra prum tirano meter o loco na rapaziada ou um alerta pra geral se ligar
no 171 do canalhocrata?! Eis a questão! Royale With Cheese.

O indício que mais gosto de que Maquiavel tava mesmo de sacanagem com os Ômi do
poder é a dedicatória que ele faz a Lourenço II, o governante que o demitiu e o exilou
para sempre da vida pública, ou seja, o cara que literalmente deixou o mano na rua da
amargura, cachorro lambendo a boca.

Nesse raciocínio, dentro de um sarcasmo impressionante, o livro poderia muito bem ser
uma vingança – roteiro de Kill Bill da Idade Moderna – do autor contra o seu carrasco!?
Poderia. Tem a ideia também de que Maquiavel escreveu o livro pensando em conseguir
o trampo de volta, tipo pelegão, daí a dedicatória pro ex-chefe. Pode ser?! Pode. Mas
gosto de acreditar na primeira hipótese, porque é mais novela mexicana, música do Paulo
Sérgio.

Independentemente dessas interpretações psicodélicas, na letra, Maquiavel lança a ideia
de que Estado é soberano e um governante eficaz é aquele que se mantém no poder e
que não deve existir limite para esse fim. A politica não deve servir para a justiça ou para
o bem comum, mas única e exclusivamente para a manutenção do poder. Pesado.

“Os fins justificam os meios”, saca esse frase, né? É daí. É daí também que vem o
sinônimo de maldade com o nome do autor, que na minha opinião é uma assimilação
muito chinfrim da representação filosófica de Maquiavel na era contemporânea. “O
Príncipe” é o ponto zero da ciência politica moderna, mano. Deu a capivara do rolê todo.

Uma parada que abalou geral na época era a ideia de separação entre Estado e Religião.
Imagina os padre, deitando e rolando, lendo uma baguio desse. Céloco. O mano fala
sobre a extinção da influência divina que atribuía poderes principalmente para os
membros da Igreja Católica. Pânico na sacristia, malandragem. Acabou a Gozolândia.

Enfim, o barato é que “O Príncipe” de Maquiavel é uma obra extremamente atual, tão
atual que parece ser encenada no nosso congresso nacional neste exato momento. Piada
pronta master. Se você é metidão a cientista politico nas rede social por aí e ainda não leu
essa maravilha, tá com nada, Jão.

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *